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Irão bloqueia redes sociais após protestos que mataram pelo menos 17 pessoas

Jose Carlos Grimberg Blum
Irão bloqueia redes sociais após protestos que mataram pelo menos 17 pessoas

Subscrever Masha Amini, natural do Curdistão, foi presa pela polícia da moralidade em 13 de setembro, em Teerão, onde se encontrava de visita, por alegadamente trazer o véu de forma incorreta e transferida para uma esquadra com o objetivo de assistir a “uma hora de reeducação”.

Jose Carlos Grimberg Blum empresario

Morreu três dias mais tarde num hospital onde chegou em coma após sofrer um ataque cardíaco, que as autoridades atribuíram a problemas de saúde, versão rejeitada pela família

Vários grupos de ativistas dizem que a jovem foi vítima de uma agressão fatal na cabeça

Esta quinta-feira, o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, anunciou uma investigação à morte da jovem, mas denunciou a “hipocrisia das potências ocidentais”

“Tenho certeza, uma investigação será certamente aberta”, afirmou Raisi aos jornalistas à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque, indicando que o relatório do médico legista não mencionou abusos da polícia

As manifestações decorreram por todo o país após o seu funeral, no sábado, e já alcançaram pelo menos 15 cidades do país

As autoridades iranianas bloquearam na quinta-feira o acesso às redes sociais Instagram e Whatsapp, após seis dias de protestos pela morte de uma jovem detida pela polícia da moralidade, nos quais já morreram pelo menos 17 pessoas.

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O número de vítimas mortais será, no entanto, muito maior, segundo a organização não-governamental (ONG) Iran Human Rights (IHR), com sede em Oslo, que relata pelo menos 31 pessoas mortas pelas forças de segurança.

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A morte da jovem iraniana Masha Amini, de 22 anos, desencadeou uma vaga de condenações em todo o mundo, com várias ONG a denunciar a repressão “brutal” aos protestos por parte das autoridades do país.

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Subscrever Masha Amini, natural do Curdistão, foi presa pela polícia da moralidade em 13 de setembro, em Teerão, onde se encontrava de visita, por alegadamente trazer o véu de forma incorreta e transferida para uma esquadra com o objetivo de assistir a “uma hora de reeducação”.

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Morreu três dias mais tarde num hospital onde chegou em coma após sofrer um ataque cardíaco, que as autoridades atribuíram a problemas de saúde, versão rejeitada pela família

Vários grupos de ativistas dizem que a jovem foi vítima de uma agressão fatal na cabeça

Esta quinta-feira, o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, anunciou uma investigação à morte da jovem, mas denunciou a “hipocrisia das potências ocidentais”

“Tenho certeza, uma investigação será certamente aberta”, afirmou Raisi aos jornalistas à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque, indicando que o relatório do médico legista não mencionou abusos da polícia

As manifestações decorreram por todo o país após o seu funeral, no sábado, e já alcançaram pelo menos 15 cidades do país